"O tempo e espaço podem separar duas pessoas, mas nunca dois seres".-- Fábio Ibrahim El Khoury

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Psicagogia do Santo Daime

Por Adilson Marques


Os adeptos da doutrina do Santo Daime afirmam que o participante deve colocar em prática os ensinamentos que aprendem na "borracheira" (o estado alterado de consciência induzido pelo consumo de um preparado à base de duas plantas psicoativas). É o que pretendo fazer nesse artigo. Ele não tem por objetivo julgar e nem condenar quem participa desse movimento que tem até o reconhecimento da ONU. Mas pretende expor a experiência que tive, pois acho que é mais um ponto de vista para reflexão. Há algum tempo venho ouvindo falar das "viagens" espirituais que esse preparado proporcionava e sendo convidado a experimentar. No início de 2005, após ler vários documentos a respeito do assunto, resolvi, em caráter experimental, conhecer esta atividade espiritual. Eu já tive experiências de desdobramento espiritual (viagem astral) e por já ter trabalhado com desobsessão, conhecia uma parte da realidade astral. Assim, ao fazer uso do preparado pela primeira vez, percebi que, de fato, a bebida facilitava o desdobramento do corpo astral (perispírito). Ao sair do corpo, notei que dois espíritos vinham em minha direção. Um parecia hindu e o outro parecia com o Bezerra de Menezes, por causa da barba. Fui levado até um local onde havia muitas luzes ofuscantes e sons estridentes. Falaram-me o seguinte: "o universo é composto de luzes e som. As cores são as resultantes desse processo". Falaram-me, ainda, que eu estava no local de onde eu viera e para o qual eu retornaria ao desencarnar. Ali eu viveria feliz, enviando vibrações para a Terra. Intuitivamente comecei a ouvir alguns espíritos. Eles me contaram fatos de uma provável encarnação. Falaram-me sobre algumas mulheres que conheço e qual teria sido nossas relações no passado. Não tenho como saber se tais informações são verdadeiras ou não. Mas confesso que, na hora em que foram transmitidas, senti uma forte emoção como se aquilo tudo fosse, de fato, verdadeiro. Confesso que sou um tanto cético com tudo que seja muito fácil e sem pedras pelo caminho.

Assim, pela pequena experiência que tenho,preferi não acreditar cegamente em tudo o que estava vendo e ouvindo e passar tudo pelo crivo da razão, como nos ensina Kardec. Sei que os espíritos fascinadores são capazes de criar "realidades" etéreas para iludir e fascinar médiuns videntes, sobre tudo os orgulhosos. Assim é mais fácil fasciná-los. Além disso, pela alteração psíquica proporcionada pela bebida, não sabemos como está nossa vibração e se estamos recebendo intuições provenientes de espíritos superiores ou não. Em minha opinião, pessoas com pouca informação espiritual se tornem vítimas fáceis de espíritos fascinadores. Ao ver aquela infinidade de luzes e cores, ao ouvir vozes, etc. a pessoa pode, realmente, achar que estava no "paraíso". Muitos participantes falam que abraçaram Deus durante a "borracheira".

Será mesmo? Algo me dizia que eu precisava transcender aquele mundo de som e luzes ofuscantes. Resolvi, então, fazer uma prece a Deus pedindo para que a verdade fosse revelada. Pedi para que eu tivesse condições de compreender toda a dimensão espiritual daquele trabalho. No exato momento em que terminei a Prece, fui "aspirado" para cima e subi muito. De onde eu estava, pude acompanhar todo o trabalho "religioso" que se passava lá embaixo. Confesso que tudo o que vi foi muito chocante. Não havia nenhuma beleza naquilo. Aliás, foi uma imagem muito triste. Como afirma a doutrina do Daime, o participante precisa colocar em prática o que aprende. Eu nem queria comentar esse assunto, mas para não quebrar a regra deste jogo, estou colocando em prática o que me pediram: narrar tudo o que vi e ouvi. Em primeiro lugar, fui informado por um ser que não consegui identificar que eu havia sido retirado daquele ambiente fascinador para poder observar de forma crítica e poder divulgar a verdade. Ele me pediu para eu não falar nada sobre o que visse, pois poderia ser perigoso para mim. A espiritualidade iria me isolar para que os espíritos que coordenavam aquele trabalho fascinador não percebessem o nosso intuito e não intuir o líder encarnado. Eu deveria anotar tudo e, ao chegar em casa, escrever o mais objetivamente possível. Confesso que estou escrevendo esse artigo com um certo peso no coração, pois as pessoas que estavam na vivência não eram culpadas de nada. São pessoas muito amorosas e que acreditam que estão participando de um trabalho espiritual superior. Usaram tal produto crendo que estavam tendo a "experiência espiritual mais rica de suas vidas". Quero afirmar que esta experiência deve ser contextualizada e pensada para o local onde a mesma aconteceu. Não tenho como afirmar que, se fosse em outro local, seria diferente. Talvez se fosse coordenada por outra pessoa, seria, de fato, um trabalho "de Luz”. Isso são hipóteses que deixo para outros pesquisadores. O que posso afirmar é que os participantes realizam desdobramentos, conscientes ou não e ficam no astral. Porém, como se sabe, este não é homogêneo. É claro que uma mente materialista não terá como acreditar no que estou escrevendo, pois o seu mundo se reduz ao plano ilusório da matéria. 'Assim, o que descrevo (encontros com espíritos, vampirismo, etc.) também não passaria de ilusão de uma "pessoa doentia", provocada pelo consumo da "droga". Mas não são os materialistas o meu público-alvo. Quero relatar para as pessoas que procuram, de fato, um meio de crescimento espiritual. Que sabem que é o seu ser eterno que deve ser valorizado. Assim, com essa meta, vou tentar descrever com a mais rigorosa objetividade tudo o que consegui perceber neste desdobramento. Notei que as imagens, as luzes e os sons que extasiavam os participantes, prostrados sobre poltronas ou cadeiras, empalidecidos e parecendo zumbis, eram produzidos e retroalimentados por seres de baixa vibração com um objetivo evidente: embotar a consciência do participante, causando um estado de torpor e uma falsa alegria, apesar de algumas pessoas, talvez as mais sensíveis, sofrerem com as constantes ânsias de vomito, consideradas, pelos freqüentadores, como uma limpeza. Na verdade se tratava do organismo tentando se limpar de tanta impureza astral e material "consumida" naquele ambiente. Vi que a área estava infestada por espíritos deformados, alguns cadavéricos. Havia ainda drogados que, desdobrados inconscientemente no astral, eram atraídos para aquele lugar pela vibração, como se ali fosse uma grande danceteria da Terra. Além desses, percebi muitos desencarnados que não tinham a menor idéia de que não estavam mais no corpo físico. Não digo que era uma orgia entre espíritos, mas era uma festa com seres de baixíssima vibração, quase todos doentes. Mas a parte mais repugnante foi quando vi que vários espíritos trevosos sugavam, com uma voracidade incrível, os fluidos vitais dos participantes encarnados. Eram, literalmente, vampiros do umbral. Eu via lá embaixo o meu corpo sendo sugado e não conseguia voltar. Alguns amparadores espirituais diziam que eu precisava ver um pouco mais antes de retornar. Notei que o lugar onde a vivência era realizada estava ligado diretamente ao umbral inferior. As regiões celestes que os participantes narravam eram ilusões criadas no umbral. Confesso que eram imagens bonitas, similares a essas que se vê em embalagens de incensos indianos e quadros orientais. Se sabemos que o mundo material é uma ilusão, aquele "paraíso" o era muito mais.

E posso dizer, sem medo de ser criticado, que é melhor viver a ilusão do plano material onde estamos encarnados, momentaneamente, à ilusão do astral inferior. Sabemos que o aprendizado espiritual (psicagogia) vem apenas com a reforma íntima e essa não é fácil.

Kardec sempre nos alertou para não crer cegamente nos espíritos.

Podemos dizer também que as "revelações" espirituais que nos vêm por essas fontes não muito seguras também devem ser aceitas após o crivo da razão. Como salientei, um leitor materialista dirá que estou descrevendo uma ilusão causada pelo uso da "droga". De outro lado, sei que um adepto do uso dessa bebida para "fins espirituais" vai dizer que isto que descrevo não é verdade, apesar de ter vindo da "borracheira". Quero reforçar que não é minha intenção julgar ou condenar alguém. Deixo isso para a polícia e todo seu aparato repressor e corrupto. Como o meu pai desencarnou como tenente da polícia militar, devido ao consumo doentio de bebida alcoólica (e sei que ele não era o único viciado ali dentro), soube de muitas histórias de como a polícia mata inocentes e depois forja que se tratava de um perigoso "assaltante" ou desarma bandidos em um lado da cidade e vende suas armas em outro, facilita o tráfico etc.

Hoje sabemos que a polícia também é uma "droga" que acaba psiquicamente com pessoas despreparadas emocionalmente, como foi o meu pai. Após três anos de seu desencarne, sei que ela ainda não se recuperou e está ainda em tratamento em hospitais do plano espiritual. Mas o objetivo deste artigo, como salientei, é apenas espiritual e não policial.

Apresentei uma experiência por mim realizada e procurei tirar algumas conclusões. Pessoalmente, ouso dizer que a Luz que esta prática propicia é uma Luz que ofusca. A Luz que ilumina e liberta está muito além e, para ser alcançada, só mesmo através da caridade desinteressada, fraterna e de muito esforço. Confesso que os cantos ou hinos são até bonitos e falam em Deus e em Jesus; a encenação ajuda a criar uma ambiência pseudo-espiritual e de respeito, com velas e alguns rituais, porém, o trabalho realizado pelos seres umbralinos, tanto com seres encarnados e com os desencarnados, é assustador. Segundo os amparadores que estavam ao meu lado durante o desdobramento, eu precisaria escrever também que o trabalho é perigoso para crianças e mulheres grávidas, apesar dos praticantes afirmarem o contrário. Como salientei, estou apenas "colocando em prática" o ensinamento que adquiri durante a "borracheira". Espero que os adeptos dessa bebida para "fins espirituais" compreendam que não quero destruir ou criticar a crença de ninguém. Procurei apresentar, da forma mais objetiva, a experiência que tive durante o desdobramento. Cada um que tire suas próprias conclusões.

Eu tirei aminha: meu caminho espiritual passa por outras paisagens astrais.

São Carlos, 16 de Janeiro de 2005.

Adilson Marques



recebi por e-mail e deixo aqui para os leitores.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

OVNI é registrado em transmissão de programa da BBC


Veja abaixo o vídeo e a notícia



Webcam da BBC registra ovni durante transmissão de programa


da BBC Brasil - 06/08/2009

Um objeto voador não identificado (ovni) foi visto na webcam do programa "Breakfast News" do canal regional Look North da BBC, na terça-feira (4).

Uma linha prateada passou do canto esquerdo da parte de baixo da tela ao canto direito da parte de cima no momento em que o apresentador Colin Briggs lia as manchetes.

A BBC Look North agora está pedindo aos telespectadores para que eles digam o que eles acham que a webcam mostrou.