"O tempo e espaço podem separar duas pessoas, mas nunca dois seres".-- Fábio Ibrahim El Khoury

Facebook

quarta-feira, 27 de junho de 2012

EMDR: Auto-terapia e o caminho para a cura da dor emocional



Sessão de terapia de EMDR. Auto-terapia e o caminho para a cura da dor emocional


Close caption in english.

Sessão de terapia de EMDR.

Do inglês: Reprocessamento e Dessensibilização pelo Movimento dos Olhos.

Método simples, indicado para pacientes acometidos por estresse pós-traumático, depressão, fobia e síndrome do pânico. Aqui no Brasil, existem alguns psicólogos especializados neste tipo de terapia, mas, pessoalmente não conheço nenhum que eu possa recomendar. Eu fiz este vídeo numa montagem rústica com o PowerPoint, porém, nos dias de hoje já existem softwares pra isso e alguns deles são gratuitos. Pesquisem mais sobre o assunto...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz"


Conforme recebi por e-mail do W. Duck, compartilho 'aqui' com vocês.

(ótimo)



"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz"


"um passeio socrático" por Frei Betto


Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

 Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.
Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:  'Não foi à aula?'

Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.

Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.

'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'

'Que tanta coisa?', perguntei.

'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!

 Estamos construindo super-homens e super  mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'

Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!'

O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse. Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.

Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do McDonald's......

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

- Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.

Frei Betto



.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Filme Contraluz - assista online


(vídeo completo)

Antes de assistir ao filme, veja o trailer...






Interessante!



TRAILER "1"


Filme do realizador português Fernando Fragata inteiramente filmado nos Estados Unidos que conta no elenco com actores americanos e portugueses, entre eles, Joaquim de Almeida e Evelina Pereira.
Uma história ao estilo de Twilight Zone (A Quinta Dimensão) com um forte conteúdo Humanitário.


****************




Filme completo: (youtube) - 28/05/2012 .





Fonte: http://fabioibrahim.blogspot.com.br/2010/08/novo-filme-portugues-contraluz.html
.