"O tempo e espaço podem separar duas pessoas, mas nunca dois seres".-- Fábio Ibrahim El Khoury

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Arthur Riedel - A autoeducação

para reflexão




NOSSA formação mental faz-se durante a infância.

À teoria ainda hoje muito difundida de que os fatores externos pouco influenciam na formação da personalidade, opõe-se modernamente uma série de observações que mostram a ação decisiva do ambiente, sobretudo nos cinco primeiros anos de vida. A análise psicológica, em inúmeros casos individuais, revela que as diretivas da conduta do indivíduo não são mais que hábitos mentais adquiridos na primeira infância. Que é a personalidade psíquica se não a síntese dos hábitos mentais? Para nós essa defeituosa formação psíquica, por influência das excitações da vida de que fala Krapelin, nada mais é do que o conjunto de hábitos mentais adquiridos através da vida e que num dado momento desabrocham em manifestações paranóicas. Dessa forma, vemos que a nossa formação mental é toda feita durante a nossa infância. Durante a infância gravamos todos os fatos que irão mais tarde influenciar nossa vida. 

E eu pergunto: qual é a formação mental que os professores nos dão? 
Uma formação mental completamente negativa. Nós todos sofremos de um complexo de inferioridade porque somos educados mentalmente num complexo de inferioridade. Tudo quanto nos dizem, tudo quanto fazem para formar a nossa mente, é diminuindo, deprimindo, nada construindo, não nos elevando mental ou moralmente. Mas, como podem os nossos pais levantar-nos, se eles já foram criados dessa mesma forma; se eles ouviram o que repetem; se a sua formação mental é imperfeita?

Ora, vemos desde o berço a forma errada pela qual somos criados. 
Começam a nos enganar na vida desde pequeninos, quando nos põem uma chupeta na boca. A chupeta é uma mentira. Todo esforço merece uma recompensa. A chupeta a gente a usa, porém sem a recompensa que advém do seio materno. As crianças sabem que chupando o seio, recebem o leite. 
É um esforço com uma recompensa. No entanto, a chupeta é uma mentira. 
As crianças se cansam, fazem enorme esforço na esperança de receber alimento, e nada recebem. Desde aí começamos a ser enganados.

Depois a criança vai crescendo e deve aprender a andar. Poucas são as crianças que aprendem a andar por si. A maior parte aprende a andar, segura pela camisinha, pelo seu calção, amarrada ao berço, dando a mão ou em carrinho de roda. Quer dizer: o homem é o único animal que precisa de alguém para o ensinar a andar. Não aprende a andar por si, não faz esforço, enquanto não tiver mãos que o amparem. Assim fica através da vida, sentado, querendo que alguém o segure pelas fraldas ou pela camisa para ajudá-lo a andar.

É assim a nossa formação mental. Vamos crescendo num ambiente onde nos dizem, onde ouvimos continuamente todas as formas negativas de pensamento: "A vida é um vale de lágrimas"; "a vida é um sofrimento"; "a vida é uma tragédia". Vamos, desde a infância, crescendo com a idéia de que viemos ao mundo para sofrer, para viver num vale de lágrimas.

Depois, quando crescidos, nos passam a inculcar idéias religiosas.
Então é pior. Ensinam-nos a idéia de um Deus. Um Deus sob todos os aspectos negativo: um Deus inconsciente e mau, porque é um Deus que fez no primeiro dia a terra, depois a água, depois isto e aquilo. Tudo o que fez achou bom, mas passados alguns anos, Ele, onipotente, onipresente, onisciente, achou que tudo estava ruim e por isso mandou um dilúvio destruir o que tinha feito. Fez a obra e Ele mesmo achou que não prestava. 
Então começam todos a manter a idéia de um Deus negativo.

Depois, para nos governar, porque a mamãe e o papai não podem conosco, arranjam um Deus que castiga: 'Menino, se você subir a essa cadeira, Deus o castiga". "Se tirar fruta do pomar, Deus o castiga". E nós ficamos acreditando que tudo quanto fazemos Deus castiga. Que Deus está atrás da porta com uma varinha de marmelo para nos castigar. Acontece que um dia subimos à cadeira e não acontece nada. Deus não castigou.  Outro dia vamos ao pomar tirar frutas e não nos acontece nenhum castigo. Se nesse momento Deus está descuidado, então levamos a vida inteira procurando Deus distraído para travessuras. Todos estamos convencidos de que um erro feito sem castigo será por causa de Deus estar distraído. Então, debaixo disso temos o direito de errar. Se temos força para arrepender-nos, por que não temos o direito de errar?

Depois nos dizem um porção de coisas bonitas: "Não mintas, nunca, menino". "Diz sempre a verdade", e ficamos convencidos de que não devemos mentir nunca. Acontece que depois batem à porta. É o padeiro. 
Grita logo o marido: "Mulher, se for o padeiro, diga que não estou em casa". É uma mentira. Para as crianças, nada no mundo é maior, mais cheio de luz do que os seus pais. Seus pais são uma coisa extraordinária.
Ora, ouvindo o pai mentir, acham que também podem mentir. Ora, o pai mente para se defender, e a criança sabe o objetivo. Esse caso de dizer "ele não está em casa" é típico. Estão-nos dando uma formação mental péssima. 
Vamos crescendo, vamos vivendo num ambiente errado. Tudo quanto é negativo é nocivo à nossa formação mental.

Se os pais soubessem a influência que exercem sobre os filhos, sua vida seria outra, suas conversas, as músicas, tudo fariam para elevar a alma da criança. Mas não fazem isso. Acham que a criança não vê, não ouve e não sente. Não é verdade. A nossa mente infantil é como um filme cinematográfico sem gravação. 
Tudo quanto as crianças vêem em torno de si, vão gravando, ainda que não se apercebam. As idéias ficam gravadas no subconsciente, e assim gravamos todas as impressões de nossa infância.

Se formos mal-educados mentalmente, da forma que exponho, como é que depois de homem poderemos ter a mente clara, concisa, forte, útil?

Mais tarde ouvimos nossos pais dizerem: "É preciso gozar a vida". Gozar a vida é interessante. Ainda não vi ninguém falar em gozar que não pensasse em beber champanha, comer peru e namorar a mulher do próximo. Chama-se a isso gozar a vida. Estudar, trabalhar, produzir para ganhar dinheiro, não. Nossa preocupação não é fazer uma formação mental boa, não é fazei bela a vida para ser bela a morte. Conheço a teoria de que a morte nivela os homens. Não creio. Não creio que depois da morte os homens pequeninos deixem de ser pequeninos e os grandes deixem de ser grandes. A morte não nivela nem iguala, porque os pequenos não se tornam grandes e os grandes não se tor nam pequenos. Nós temos a preocupação de gozar a vida. Como gozar a vida consiste em ter dinheiro, nós vivemos, então, com a preocupação mental do dinheiro, do bem-estar.  Quando nos dizem: "Fulano está bem", pensamos logo que fulano tem dinheiro. Ninguém pensa que fulano está bem, porque alcançou a linha máxima, perfeita. Não, ele está bem, porque tem dinheiro. Se ele vai casar bem, é porque a noiva tem dinheiro. Estamos com a idéia geralmente materializada, estamos vivendo dentro de uma época completamente materializada, e é assim que formamos a nossa mente.

Quando atingimos a mocidade, a maioridade, estamos com a mente formada e aí raramente nos põem na mão um livro que nos poderia ajudar a viver. Ao contrário, começamos a pegar romances de aventuras policiais e a assistir filmes cinematográficos, com longas viagens, com bailes, festas, casacas, onde vemos como se goza a vida, como se leva uma vida feliz. Nossa formação mental, porém, é inquestionavelmente uma formação negativa. Quando a queremos modificar, encontramos uma dificuldade: vibra-nos um subconsciente inteiramente formado e gravado de todas as idéias negativas.

Se nos tivessem, desde criança, dado idéias positivas, feito ouvir boas músicas, levado a museus; se nos tivessem mostrado quadros belos, chamando-nos a atenção para o nascer e o pôr do sol, para as flores, para os pássaros, nossa mente teria tido uma formação artística superior. E o que acontece é que nós agora temos assim uma formação completamente negativa. É negativa a nossa formação porque nos pegaram pelas fraldas, pela camisa, e assim continuamos até agora. Então vamos em busca de forças que nos amparem. Não encontrando um papai, uma mamãe que nos dê a mão para ajudar; não encontrando um padrinho que nos proteja ou que nos dê um dinheirinho, começamos a buscar fora da terra essa proteção. 
Então, volvemos os olhos para onde? Para os santos, para os guias protetores, para os mestres, para as forças externas, e então tudo que fazemos depende de um Deus particular: "Vou a tal lugar se Deus quiser"; "encontrarei isto se Deus quiser"; "se Deus quiser não encontro nada". Cada um traça o seu destino "se Deus quiser", não compreendendo que precisa desenvolver a sua vontade.

Dessa atitude negativa provêm muitas das moléstias nervosas, e essas moléstias estão de tal maneira espalhadas, que já um velho ditado diz: "Que de médico e louco cada um tem um pouco". Acredito que de médico temos um pouco, mas que de loucos quase todos nós temos muito. Todos somos desequilibrados nervosos, desequilibrados mentais, sem vontade própria. E o que acontece? Vamos buscar a cura aonde? Aos médicos de nervos. A evolução da psicoterapia demonstra que progressivamente a medicina tira da alma forças para a cura das psiconevroses, isto é, da neurastenia, histeria, psicastenia, e para a reeducação do caráter. Essas forças estão dentro de nós. Os clientes vão pedi-las aos clínicos, e mal sabem que todas se acham latentes no íntimo deles mesmos. 

O pensamento faz parte das grandes energias naturais, como a eletricidade, as quedas d'água, as correntes atmosféricas. A sua boa direção educa os povos, faz o progresso humano, constrói as sociedades, melhora as raças e cura os enfermos. O grande segredo está no justo aproveitamento de tão extraordinária força. Nós encontramos dificuldades em explicar isso porque estamos cheios de teorias, e o mais difícil é a prática.

Precisamos abandonar as idéias negativas, tais como as de que o mundo é um vale de lágrimas, de que tudo é triste, de que a dor é a nossa companheira. Deixemos de lado a dor e o aborrecimento. A vida me é maravilhosa, porque só compreendo uma coisa: nada aceito fora da lógica e da ciência.

Raciocinemos com lógica: há um Deus que criou o mundo. Todos nós cremos na existência desse Criador. Quase todo o mundo o crê. Eu pergunto: Se Ele, onipotente e onipresente, criou alguma coisa, tirou-a de si, porque não podia criar alguma coisa do nada. Ele tirou de si este mun do, e por conseguinte, tirou-nos dele; portanto, não posso crer em nada imperfeito. Não é admissível que haja alguma coisa errada, porque se o houvesse, seria o próprio Deus que a criou.

Essa história de diabo é absurda, é impossível ter Deus um opositor.
Ele não tem opositores. Ele criou todas as coisas, e por conseguinte, todas as coisas são boas. Agora perguntamos: por que existe o mal? Não existe o mal. Nós é que tomamos diversas coisas como mal e outras coisas como bem. Do problema geral da criação nada entendemos, porque Ele criou as melhores coisas.

Já um dia um pastor protestante me perguntou: "O senhor crê que os animais têm alma ou têm utilidade?" Não o sei. Creio que se Deus os criou, devem ter utilidade. Qual a utilidade da pulga? Naquela ocasião não o sabia; mas todos devem saber que recentemente foi descoberto que as pulgas curam doenças mentais, e por conseguinte, são úteis. Ainda não há confirmação científica, mas consta que as minhocas produzem no subsolo certa substância que fortalece a vista. Assim, veremos ainda algum dia que tudo tem razão de ser. O Supremo Criador, Deus, não podia fazer nada que não fosse bem feito. Perfeitamente. Ou isso é lógico ou então não sei o que seja lógico. Se criou tudo com esta perfeição, as coisas que nos parecem o mal, não são más, são boas. E os sete pecados mortais? Os sete pecados mortais que chamamos pecados não foram criados por Ele, porque Ele criou a vida e suas manifestações.

É preciso compreender-se bem que quando falo em criação, não creio nela, porque para criar-se algo é preciso tirá-lo de alguma coisa. Deus só poderia manifestar-se tirando algo de si mesmo. Soube manifestar-se em vida, e essa vida está em evolução. De fato, depois do estado primitivo, voltamos a Ele, seguindo uma linha perfeita de evolução, semelhante à que traçamos da nossa infância à velhice. Assim tamb ém essa coisa que chamamos pecado, ou mal, tem uma razão. Se analisarmos com imparcialidade, veremos o pecado através da formação mental da vida. O homem, no seu estado primitivo, tinha um viver simples, morava em cavernas, não se impressionava com nenhuma coisa, não queria nada e não tinha nada; alimentava-se de frutas e vivia mais ou menos satisfeito. Mas veio a ambição. Por ambição ele quis conquistar as terras vizinhas, e por conseguinte se preparou para uma luta e para essa luta inventou o uso da arma. Comendo só fruta, veio-lhe a vontade de comer peixe e pássaros, e teve que desenvolver a inteligência  para pescar e caçar. Por isso inventou a arma e o anzol. Ante a necessidade de satisfazer sua gula, plantou, semeou e colheu, e descobriu que, cozido, o alimento era melhor. Vieram então a vasilha e a descoberta do fogo.

Assim o homem foi fazendo tantas descobertas através de sua gula e de seu orgulho. Quis se mostrar mais embelezado, e foi através da vaidade que ele se fez mais bonito. Assim, começou a pintar-se, a adornar-se, e vendoo, as mulheres passaram a pintar-se também, como o fazem até hoje. Que seria dos pescadores de pérolas, que seria dos caçadores de animais, se não fosse a vaidade feminina? Que seria de todas as nossas fábricas de bons produtos, se não fosse a gula humana? Que seria do mundo, se nos contentássemos com bananas, com raízes, com mandioca? O mundo não teria a evolução que teve. Assim, a evolução foi feita através do cha mado pecado mortal.

Analisamos estes fatores porque mais tarde, quando atingirmos nossa evolução, teremos que lembrar-nos disso, pois a evolução é como a serpente em círculo mordendo a própria cauda. Por conseguinte, temos, por conclusão, que tudo no mundo está perfeitamente analisado e que nenhuma mente foi mal formada, embora estejamos cheios de idéias negativas.

Friso isso para ficar bem claro que a culpa é a formação errada que recebemos. Quanto mais empreendemos, mais iremos pondo idéias novas, positivas; iremos aprendendo por nós mesmos a receber idéias novas. 
Precisamos deixar de viver pedindo amparo, mendigando às portas do Eterno, suplicando que nos ampare e que o Alto nos ajude a pôr em Deus a responsabilidade de tudo que acontece. Não. A responsabilidade do que acontece é nossa. Cada um de nós é aquilo que lhe ensinam. Cada um de nós é o responsável por sua própria vida, pois cada um traça o seu próprio destino.

O nosso pensamento é uma grande força: ele sempre se exterioriza, se objetiva, se realiza em nosso corpo físico, faz e desfaz moléstias diversas, em condições mal definidas. Transmite-se a distâncias imensas e impressiona cérebros afinados em consonância com o cérebro emissor. 
Assim é que Lourdes cura à luz clara do sol; cura como curam todos os focos de fé intensa. Assim curava a piscina de Betsaida, na Judéia; assim são curados os peregrinos da Meca e os sectários de Buda, na Índia. Assim na nossa Capela da Aparecida; assim se dão curas na humilde cabana do feiticeiro atrasado, mas capaz de ter fé viva "como um grão de mostarda".

A gente acredita em milagres. Ora, milagre é aquilo que se realiza fora das leis naturais. Eu lhes digo francamente que não creio absolutamente que coisa alguma se realize fora das leis naturais. A maioria dos fenômenos que no momento não podem ser explicados, com o correr dos tempos encontrará a sua explicação. Essas curas quase milagrosas de que ouvimos falar, não mais as consideraremos milagres se as formos buscar à luz da sugestão. Aceitarei o milagre da Capela de Lourdes ou das águas do Ganges, se eu vir nascer um dedo numa pessoa que não o tivesse. Aí seria um caso contra as leis naturais. Mas fazer um paralítico andar, não. Não vejo milagre aí, porque tem o paralítico que sarar desde que já tenha perna. 
Ele tem perna e não anda. Mostrem-me quem anda sem ajuda, não tendo perna. É uma questão psiconeurótica que podemos explicar cientificamente. Por isso há paralíticos que saem andando.

Conheço o caso, nos Estados Unidos, de um pavilhão com 17 paralíticos. O pavilhão pegou fogo e 13 paralíticos levantaram-se, desceram as escadas e saíram correndo. Os outros 4 morreram queimados porque tinham lesões nos nervos e não podiam sarar. Os outros tinham reflexo condicionado e por isso andaram. Quando viram o fogo, despertou se-lhes a energia e saíram correndo. Milagre de quem? Milagre de Deus, dirão!

Nos milagres de Santo Antoninho ninguém se lembrou de que Deus fez milagres para ele. Nós somos assim. Há um desastre de automóvel e alguém se salva: "Graças a Deus me salvei", diz a pessoa, "não foi por casualidade". Mas nesse mesmo desastre de automóvel um menino morreu. 
Deus não foi camarada com esse menino. Sempre salva só um. Graças a Deus salvou-se um. Para o atrasado que se machucou, que quebrou a perna, "graças a Deus ele não morreu".

Só se diz graças a Deus, quando não se cai. Não há lógica nisso; pode parecer que haja, porém não há. A nossa mente está, por conseguinte, predisposta a criar uma força positiva para vivermos a vida que nós criamos: a idéia consciente de que cada um de nós traça o seu próprio destino. Eu já disse esta verdade diante de uma coletividade.

Devemos traçar o nosso próprio destino; por conseguinte, vamos fazer um esforço para que a nossa atitude mental permita que cada um de nós vá caminhando por si, vencendo por si, traçando seu destino por si. Marco Aurélio disse: "Apaga no pensamento o que for apenas imaginação", dizendo até mesmo constantemente: — "Agora tenho o poder de expulsar de minha alma qualquer vício, qualquer desejo, numa palavra, qualquer inquietação: e vendo as coisas como são, sirvo-me delas conforme o seu préstimo. Lembra-te deste poder que a natureza te confere".

Buscarei também exemplos no livro que considero o livro-chave de todos os livros, o livro que devemos ter em nossa cabeça, o livro que deve mos ter dentro de nós, mas estou certo de que não haveria mais guerras, não haveria mais animosidade, e sim, paz e concórdia, se apenas se realizasse esta sua frase: "Amai-vos uns aos outros". Jesus mostrou perfeitamente, nas suas curas chamadas milagrosas, o poder extraordinário, o poder da sugestão que Ele chamava Fé. Vejamos S. Mateus, cap. 9, vers. 20-22: "E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dEle, tocou a orla de seu vestido; porque dizia consigo: se eu tão-somente tocar seu vestido, ficarei sã. E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha; tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã". Note-se que Ele não disse: "Eu te curei. Eu fiz o milagre". "Tem ânimo, filha; tua fé te salvou", foi o que Ele disse. 
Ainda S. Mateus, vers. 28-30: "E quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dEle; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isso? 
Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se lhes abriram". Isso indica perfeitamente que Jesus mostrava que a fé, o poder da sugestão, o poder do indivíduo, o seu desejo enorme, era o que curava. Não era Ele quem estava fazendo milagres.

Se cada um de nós adquirisse essa confiança enorme em si, se cada um quisesse adotar gratuitamente o lema que lancei há alguns anos — "Hei de Vencer" — e pensasse diariamente: "Hei de Vencer", venceria as doenças, as lutas, porque se venceria a si mesmo. E que maior inimigo tem o homem do que a si mesmo? Bem proclamou o imortal Pitágoras em seus "Versos Áureos":


Conhecedor, assim, de todos os teus direitos, Terás o coração livre de 
vãos desejos E saberás que o mal que aos homens cilicia De seu 
querer é fruto: e que esses infelizes Procuram longe os bens cuja fonte 
em si trazem! Seres que saibam ser ditosos, são mui raros. Joguetes 
das paixões oscilando nas vagas, Rolam, cegos, num mar sem bordas 
e sem termo, Sem poder resistir nem ceder à tormenta. Salvai-os, 
grande Zeus, abrindo-lhes os olhos! Mas não; aos homens, cabe —
eles, eles, raça divina,
O Erro discernir, e saber a Verdade. A Natureza os serve. E tu que a 
penetraste, Homem sábio e ditoso, a paz seja contigo, Observa minhas leis, 
abstém-te das coisas Que tua alma receie, em distinguindo -as bem: Sobre 
teu corpo reine e brilhe a inteligência, Para que, ascendendo -te ao Éter 
fulgurante, Mesmo entre os imortais consigas ser um Deus.

12 de julho de 1948

...do livro "Hei de Vencer" de Arthur Riedel  (1948)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cientista fotografa grãos de areia ampliados 250 vezes

Cientista fotografa grãos com equipamentos especiais e amplia as imagens em mais de 250 vezes.

BBCBrasil.com

Para captar as imagens, ele utiliza microscópios especiais tridimensionais

(veja mais imagens após o texto abaixo)

Um cientista americano fotografa grãos de areia e amplia as imagens mais de 250 vezes, revelando estruturas de formatos inusitados e cores vívidas. "Cada grão de areia é único", afirma Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA).

Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres nos anos 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela University College, na capital britânica. O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.

Para captar as imagens, ele utiliza microscópios especiais tridimensionais. Greenberg afirma que fotografar os grãos é uma tarefa complicada, já que os microscópios que ele utiliza têm pouca profundidade de campo, dificultando a obtenção do foco. "Eu supero essa limitação fotografando uma série de imagens tomadas com focos distintos", afirma o professor.

"Para produzir uma imagem totalmente em foco, um programa de computador analisa cada imagem captada na série, seleciona as que estão bem focadas e descarta as outras".





BBCBrasil.com - 26 de Julho de 2011

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Incrível - Menino com 2 anos de idade dá show com bola de basquete

Incrível !!! Como será que ele percebe e sente o mundo ao seu redor?

 -------------- www.facebook.com/encontrocosmico --------------

Este menino tem apenas dois anos, mas faz todo o tipo de truques com a bola de basquetebol. O seu talento é tão grande que já conheceu estrelas de cinema como Bradley Cooper e Channing Tatum.









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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Conspiração - Área 51

Nesta postagem há 2 vídeos...



Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada perto do Groom Lake, Estados Unidos. Muito provável que seja uma das bases de testes aéreos mais sigilosas do planeta , mas é conhecida mundialmente por uma série de supostos acontecimentos ocorridos na década de 1970, e que alguns poucos atribuem a um "envolvimento" e "contato" do exército americano com extraterrestres. Nenhum desses argumentos foram confirmados, deixando uma incógnita no domínio popular.

Veja o vídeo dublado abaixo:






Ligação de um ex-funcionário da Área 51 para um Talk Show

Contribuição: Patrícia C.

Se preferir, click aqui e veja um outro vídeo com um pouco de acréscimo

(tirem suas próprias conclusões)



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